Cara a Cara

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Oie pessoal, hoje tem música, aperte o play e continue. 😉

Vamos conversar sobre feedback? Já falamos um pouco sobre isso, do time oferecendo para o você (feedback canvas) e exemplo de como oferecer essas informações (feedback wrap). Agora gostaria de incentivar vocês a utilizarem um momento para o feedback “one a one”, ou 1:1, ou melhor, um cara a cara.

Você pode me questionar se isso é coisa de gestor.  Eu não gosto dessa limitação, que só gestor que faz feedback, convido vocês ressignificarem que feedback é para todos, é um momento para você receber um ponto de vista de alguém sobre o trabalho que realiza. Cabe você aceitar ou não a informação emitida pelo(a) colega, de forma amigável.

Mas Jana, o feedback não deveria ser coisa do RH, sabe aquele lance de avaliação de desempenho? Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa, pessoal. Particularmente, vejo os dois com objetivos diferentes, mas ambos com foco em melhoria contínua. Não irei comentar mais do que isso sobre avaliação de desempenho. Porém, gostaria de explorar mais o significado da palavra feedback.

Feedback é uma palavra inglesa que significa realimentar ou dar resposta a uma determinado pedido ou acontecimento. O termo é utilizado em áreas como Administração de Empresas, Psicologia ou Engenharia Elétrica.

Fonte: Significados

O primeiro fator complicador, não é uma palavra nativa do português, e o segundo que eu percebo é que as pessoas, culturalmente, tem medo desse termo e já associam com algo ruim (já ouviram falar de fodeback?!). Entendo que oferecer/pedir um retorno do seu ou do trabalho alheio, de forma que as pessoas entendam que o foco é desenvolvimento do profissional, às vezes é confundido com julgamento. Acredito que precisamos nos desfazer desse préconceito e convido todos a realizar um momento 1:1. E o que é isso?

Particularmente, não lembro onde aprendi o termo, só sei que o pratico há alguns anos. É um momento para ficar a cara a cara com um colega de trabalho para um bate papo sincero e aberto. Inicialmente, as pessoas não entendiam o propósito, assim eu explicava que objetivo era o meu desenvolvimento como profissional, e a percepção das outras pessoas me ajudaria (e ainda ajuda) a entender como venho desempenhando o meu trabalho. Para ajudá-las, orientava elas me respondessem duas perguntas para começar o bate-papo:

  • O que/onde/como você acredita que eu venho desempenhando um bom trabalho? Se possível, lembrar de atos que fiz.
  • O você percebe que posso me desenvolver mais como profissional para esse papel?

Confesso que nos primeiros feedback 1:1 as pessoas ficavam muito desconfiadas e tímidas, eu procurava deixar claro que era um momento para mim e para meu desenvolvimento pessoal. Ou seja, o foco era a minha pessoa um momento egocêntrica rs. De alguma forma, isso ajudava a pessoa relaxar. Também buscava um bate papo informal, em um lugar reservado e amigável (na mesa do cafezinho, por exemplo) e começava, sempre que possível, com uma conversa mais descontraída para podermos adentrar nas perguntinhas acima.

Importante! 
Leve algo para anotar, pois sua atenção deve estar direcionada para esse momento, 
em respeito ao tempo e disposição da pessoa.

Esse processo de melhoria contínua pessoal me ajudou muito para abrir possibilidade que ainda não havia explorado, assim como abrir portas com as pessoas, e com seu devido tempo, elas percebiam que feedback não é um bicho de sete cabeças. Elas começavam a sentir-se confortáveis em receber – quebrando uma das cinco disfunções de um time. Ao longo da convivência, acredito eu, elas percebiam que aquele momento poderia ser realizado a todo momento, não precisamos esperar uma data e hora para dar retorno de determinado comportamento. Esse momento de 1:1 foi se tornando momentos para resolver conflitos, realinhar entendimentos, para um coaching, mentoring. Tanto para mim como para a outro pessoa. Parece tão mágico né, mas só para relembrar, pratico isso há um tempinho, as primeiras vezes não foram tão mágicas assim, hora ou outra, essa conversa acaba saindo uma fagulha, aí vamos aprimorando com a prática, empatia e comunicação clara.

Atualmente, venho aprendendo muito sobre essa palavrinha inglesa com Mariana Graf – trabalhar com ela é sensacional. Ela já palestrou bastante sobre esse assunto na comunidade ágil, recomendo que vejam e ouçam atentamente o conteúdo de Como preparar seu time para receber feedback realizada no SGRIO 2017. Não basta querer ouvir o feedback, precisamos ajudar todos a entender que é uma conversa produtiva, efetiva e eficaz, com foco em melhoria.

Particularmente, curto muito as práticas da comunicação não violenta, 
se puderem conhecer um pouco mais recomendo o livro de Marshall B. Rosenberg, 
pode-lhe ajudar com o feedback.

Posso desafiar vocês? 😉 Vamos começar a fazer 1:1? Convide o colega do lado ou chame o seu gestor ou convide os colegas que trabalham com você.

A todos que puderam participar desses 1:1 comigo, minha eterna gratidão!

Abraços

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