E Quando “Agilidade” Soa Estranho Para O Seu Cliente?

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E aí, galera!!

Não sei o quanto de vocês trabalham com clientes ou produtos próprios. No meu dia-a-dia, trabalho com projetos de P&D de curta e longa duração e nem sempre o mindset ágil é comum para os nossos clientes. É, eu sei.. uma droga, né ?

Recentemente, estava conversando com um amigo no trabalho e ele falou uma frase que me fez pensar e viajar:

Ser ágil é se adaptar para a realidade do cliente.

Ora, faz todo sentido. Adaptação é uma das bases da agilidade. Encontramos ela nos pilares do Scrum, o ciclo de PDCA das retrospectivas, no processo de melhoria contínua do Kanban, etc. Isso é tudo muito óbvio para quem vivencia isso, certo? Mas, e quando essa cultura é estranha para o seu cliente?

Para isso, devo contextualizar a conversa. Estávamos falando sobre um projeto onde o sentimento de fracasso ficou bem evidente para todo o time, apesar de termos finalizado esse projeto. Algumas características que assombraram o time, durante o período de desenvolvimento, foram: estresse, fragilização da saúde (boa parte do time ficou com sintomas de gripe), horas extras e, consequentemente, noites mal dormidas e mais estresse ainda. Quem nunca vivenciou essa situação?

Durante essa conversa, ficou claro que Scrum não era o melhor caminho a ser seguido, devido ao perfil do cliente. Lembro que na época decidimos utilizar algumas coisas do framework e adaptá-las para o contexto que estávamos vivenciando. Pareceu ser o mais indicado, mas isso teve pouco êxito. Foi então que, meses depois após o término do projeto, esse meu amigo falou a frase em destaque no post.

Atualmente, analisando esse projeto, percebo algumas falhas cometidas pelo time. Penso que deveríamos ter analisado melhor o mindset do cliente e trabalhado em cima do que ele estava acostumado, procurando realizar um processo de adaptação mútua (tanto dele como nosso). E porque não utilizar o Waterfall ou Kanban ou XP ou seguir de forma híbrida? Questionamentos que pairam em minha cabeça.

Para mim, essa experiência me deixou mais convencido de que balas de pratas não existem. Como falei no post Cinco Motivos Para Prototiparmos, não devemos nos apaixonar pelas nossas ideias, esse é um dos piores erros que podemos cometer. Gosto de pensar que devemos tirar proveito de tudo o que vivenciamos, seja nas boas experiências quanto nas ruins.

Portanto, é nosso papel nos adaptarmos em todas as situações, sejam elas favoráveis ou não. No meu ponto de vista, utilizar um framework ou método específico não faz de você um agilista. Ser ágil significa tirar vantagem em cima das situações adversas que aparecem em nosso cotidiano, seja em nossa profissão ou em nosso dia-a-dia. Ou seja, como ser produtivo em cima de algo bloqueante? É por essas e outras que dou importância para o manifesto ágil.

Espero que tenham gostado do meu desabafo post. 🙂

Grande Abraço.

Showing 2 comments
  • Coaracy Silva
    Responder

    Muito boa reflexão. Não podemos esquecer que o objetivo final de nosso trabalho usando ágil é entregar um produto ou serviço que nosso cliente veja valor no seu dia a dia.

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  • […] tomar decisões. Às vezes, não é tão simples, requer um processo de conquista dos stakeholders, principalmente para os que estão iniciando no contexto ágil. Cuidado para não se tornar refém nesse […]

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