Facilitador e seu papel

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PDCA - Plan, Do, Check, Act

PDCA – Plan, Do, Check, Act

Para quem conhece o Scrum sabe que há a reunião de Retrospectiva, a qual é o momento do time parar e refletir sobre tudo que passou durante o período do sprint. Normalmente, a retrospectiva é realizada ao final de sprint para levantar as lições aprendidas do time, monitoração das boas ações para que se mantenham em execução e começar a eliminar atos/eventos improdutivos por meio de estratégias compartilhadas por todos do time (PO, SM, time, cliente).

Sempre me interessei por essa etapa no Scrum, o conceito de lições aprendidas para mim está totalmente vinculado as imagens do PDCA e melhoria contínua.

Percebi que a partir de uma boa reunião de lições aprendidas, o time se revigora, o projeto se mostra mais interessante (por mais desafiador que seja), o cliente “sente” a disposição do time em trazer informações e soluções, além de se envolver mais no projeto ( quem nunca teve dificuldade com cliente que evita ser parceiro no projeto?).

Como maximizar o poder das retrospectivas? Há várias arestas a serem trabalhadas, porém hoje o foco é o conceito de ser facilitador.

Segundo Roger Schwarz em seu livro The skilled facilitator:

“The facilitator’s main task is to help te group increase effectiveness by improving its process and structure.”

Aumentar a efetividade do time através dos seus próprios processos e estruturas ?!Parece um negócio chato e nada ágil, né?! Mas não é! Tem tudo a ver.

Ao se referir processo, entende-se o modo que o time trabalha junto, envolvendo os seguintes tópicos :

  • Como o time se comunica um com outro;
  • O modo de identificar e resolver problemas do time;
  • A forma que o time toma decisões;
  • A maneira que o time resolve os conflitos entre eles.

Já a estrutura remete a estabilidade do time em utilizar o seu processo.

O facilitador atua exatamente para conduzir o time a encontrar as soluções, resolver problemas por si próprio, com isso ajudando o grupo de pessoas a se tornar um time. Ressalto que o facilitador não tem o papel de tomar decisões ou autoridade, muito menos de ser o herói do time, deve ser alguém aceito pelo time e neutro para o time.

Em quantas reuniões de retrospectivas você já teve a sensação em estar uma lavagem de roupa suja? Ou não sabe nem o que fazer em uma reunião de retrospectiva?

Apresentaremos algumas técnicas de facilitação de retrospectivas para você e experiências como facilitador.

Até o próximo post.

Pensemos:


Sou um bom facilitador?


 

Showing 12 comments
  • Daniel Santos
    Responder

    Muito bom! 😀

    Senti falta de links para as citações.

    • Jana Pereira
      Responder

      Vou atualizar com o link do livro e para a Scrum Alliance.

      Obrigada pelo feedback. 🙂

  • WIllen
    Responder

    Achei bem bacana, boa reflexão.

    • Jana Pereira
      Responder

      Obrigada, WIllen, Abraço.

  • Fabio
    Responder

    Muito bom Jana ! Parabéns !
    O facilitador ajuda o time a manter o foco no que deve ser realmente melhorado.

    • Jana Pereira
      Responder

      Obrigada, Fabio. Concordo plenamente, às vezes o time se distrai acaba perdendo o foco da causa raízes dos problemas ou fala tanto dos problemas e esquece que tomar as ações para eliminar ou evitá-los.

      • André Portela
        Responder

        “…às vezes o time se distrai e acaba perdendo o foco da causa raízes dos problemas ou fala tanto dos problemas e esquece que tomar as ações para eliminar ou evitá-los.”

        Na minha opinião, é por esse e outros motivos que o papel do facilitador é ultra-mega-importante. A perda de foco no tratamento de um problema e/ou a falta de planos concretos para melhorar pode jogar pelo ralo um projeto promissor.

  • Ana Horta
    Responder

    Parabéns pela iniciativa, gente 🙂
    Jana, o facilitador deve ser alguém do próprio time ou pode ser alguém de fora que tenha um “olhar novo”?

    • Diogo Riker
      Responder

      Oi Ana!

      O papel de facilitador pode ser feito tanto pelo próprio time (scrum master, por exemplo) quanto por alguém de fora.
      Não tem uma regra que vai determinar. Porém, se for alguem de fora, é bem mais interessante devido ao fato de estar fora do cotidiano do time, conseguindo manter a neutralidade com mais facilidade. 🙂

    • Jana Pereira
      Responder

      Oi Ana,

      Depois de algumas experiências, eu tenho uma opinião formada. Vou fazer um post bem legal sobre isso. Mas o Diogo já pode deu uma boa resposta, que seja a linha de pensamento.

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  • […] Após muitos post-its usados, considero o roteiro um norte para saber por onde começar a estruturar a agenda da sua reunião, permite sair da mesmice, é colaborativo, versátil, simples e, no final, agrega valor. Em minha opinião, os pontos negativos que tive mais dificuldade foram nenhum, mentira!  de organizar a duração de cada parte do roteiro na reunião (timebox) e ter um Plano B para qualquer eventualidade. Depois de um tempo, percebo que essas dificuldades são sanadas com a prática, diversividade de técnicas que você conhece e soft skill para desempenhar o papel de facilitador. […]

  • […] Após muitos post-its usados, considero os passos um norte para saber por onde começar a estruturar a agenda da sua reunião, permite sair da mesmice, é colaborativo, versátil, simples e, no final, agrega valor. Em minha opinião, os pontos negativos que tive mais dificuldade foram nenhum  organizar a duração de cada parte do roteiro na reunião (timebox) e ter um Plano B para qualquer eventualidade. Depois de um tempo, percebo que essas dificuldades são sanadas com a prática, diversividade de técnicas que você conhece e soft skill para desempenhar o papel de facilitador. […]

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