Com medinho de errar?!

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Oi, pessoal.

Há alguns dias ouvi o podcast do Mamilos falando sobre a Importância de brincar. Eles comentaram algo que até compartilhei no meu facebook pessoal. A brincadeira é importante, pois as crianças estão aprendendo naquele momento que achamos que é “só” lúdico. A partir do podcast, uma frase que ficou me martelando:

Brincar fala sobre experimentação… as crianças testam hipóteses igual cientista.

Para exemplificar isso, elas comentaram sobre os bebês terem a fase de jogar as coisas no chão, ali os pequeninos estão experimentando o que acontece com o objeto lançado. Isso quer dizer, a cada hipótese que as crianças validam, na verdade, elas estão aprendendo algo sobre o mundo ao redor delas. As crianças validam mais hipóteses e elas não conhecem o “erro”, elas conhecem é a APRENDIZAGEM!!! E o que isso tudo tem haver conosco, marmanjos, que fazem software? Tudo!!! 😀

Quando realizamos as sprints do framework Scrum, estamos aprendendo a trabalhar em um período curto. Quando limitamos o WIP – work in progess – no Kanban, estamos aprendendo a nos focar em itens específicos e equilibrar o sistema. E tudo isso com base na experimentação. Infelizmente, talvez não utilizemos de forma tão científica quanto a galera que está na faculdade escrevendo seu trabalho de conclusão ou tese de mestrado ou doutorando. Mas isso é tema para outro post.

Continuando, há outros exemplos sobre como a experimentação faz parte do processo de um agilista, mas hoje vou focar no que o Lean Startup vem nos mostrando como trabalhar em produtos ou serviços?!. Eric Ries com seu livro A Startup Enxuta vem inspirando as empresas do mercado em todo o mundo sobre a aprendizagem validade.

A aprendizagem validada é o processo de demonstrar empiricamente que uma equipe descobriu verdades valiosas acerca das perspectivas de negócio presentes e futuras de uma startup. […] aprendizagem é a unidade essencial do progresso das startups.

Ries, Eric. A Startup Enxuta. LEYA BRASIL.

Eric dedicou um capítulo inteiro sobre experimentação, no qual explica que isso envolve a utilização de um método científico, partindo de uma hipótese clara que antevê um ou mais resultados esperados ou, como ele mesmo diz, um prognóstico. Apoiado nisso, são realizados testes de forma empírica. Isso tudo com o objetivo manter um negócio sustentável. Os resultados dos testes geram feedbacks que implicaram em decisões sobre qual direção devemos tomar ou o que podemos aprender hoje para evitar amanhã (eliminar desperdício).

Aí fiquei refletindo, quando crescemos meio que vamos esquecendo dessa possibilidade de experimentar o que esse mundão nos dá. Parece que omitimos o termo aprender e o substituímos pelo errar. Citando Eric Ries novamente.

Essa é uma das lições mais importantes do método científico: se você não puder fracassar, não poderá aprender.

No mundo adulto, há o estigma de que errar é um pecado, algo que não se pode fazer. Então vamos nos reprogramar: vamos testar mais hipóteses sobre nossas ações, validamos se elas atingem o objetivo esperado ou não, seja qual for o resultado e que isso sirva para gerar aprendizado para as próximas ações em sua vida.

Eric Ries lançou em outubro o novo livro The Startup Way. Aceito de presente.
Foto: Tirada por mim no OBang.

Abraços.

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