Cerveja, Açaí, Cachaça de Jambú e Agile Brazil 2017!

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E aí, galera.

Nos dias 13, 14 e 15 de setembro rolou mais uma edição do Agile Brazil. Dessa vez, o evento aconteceu no norte do país, em Belém (PA), e nós do Agile.Pub não poderiamos ficar de fora dessa.

Minhas impressões sobre o evento foram muito boas! Muitas palestras e workshops interessantes acontecendo ao mesmo tempo e também a oportunidade para fazer networking, conhecer pessoas novas e reencontrar grandes amigos.

DIA UM

O evento começou com tudo e o primeiro keynote foi de Manoel Pimentel. Ele falou um pouco sobre sua trajetória dentro da agilidade e abordou, de uma forma bem simples e sincera, sobre a essência da agilidade. Destacou os fatores que ele considera a base da agilidade e o quão forte elas precisam estar para conseguir promover uma transformação ágil dentro das empresas. Uma frase que ficou na minha cabeça foi:

Pessoas querem spotifar o inspotifável

Esse keynote foi bem legal, pois, além de mostrar um pouco da trajetória desse monstro dessa referência da comunidade ágil, ajudou a aumentar a expectativa sobre o que esperar do evento.

Em seguida, já me posicionei para assistir o workshop Scrum com Lego, os fundamentos que te faltavam na prática, ministrado pelo Guilherme Motta e Émerson Hernandez, mas infelizmente já estava lotado! Damn.. Porém, deu para ser ouvinte nesse workshop. Já tinha lido alguma coisa sobre o tema, mas foi a primeira vez que assisti um workshop desse assunto. Achei muito interessante a forma sobre como podemos aprender os conceitos básicos do scrum de um jeito divertido e didático, utilizando apenas lego e a criatividade. Deixo aqui o convite para Guilherme Motta e Émerson Hernandez para escreverem um post sobre o assunto aqui em nosso pub.

Scrum com Lego, os fundamentos que te faltavam na prática

Scrum com Lego, os fundamentos que te faltavam na prática

Scrum com Lego, os fundamentos que te faltavam na prática

Scrum com Lego, os fundamentos que te faltavam na prática

No mesmo dia, ocorreu a palestra Ditadura do Técnico x Ditadura do Negócio: O Duelo ministrado pelo Luiz Rodrigues (Lula) e o CFC, ambos da K21. A forma como eles conduziram a palestra foi muito boa, pois definiam uma situação muito comum em nosso cotidiano e ambos defendiam seus respectivos pontos de vista, cadenciado por rounds de 3 minutos cada, remetendo à uma luta de boxe. Destaco algumas frases:

Desenvolvedores, recusem-se a fazer vacas voadoras (Lula).

Você quer utilizar novas tecnologias, mas o concorrente está entregando valor mais rápido (CFC).

Não somos apenas recursos (Lula).

Eu quero dados!! (CFC).

Métricas moldam comportamentos (Lula).

Após esse duelo, o público teve oportunidade para perguntar sobre outros contextos e situações. Durante essa palestra, consegui utilizar alguns conceitos do Visual Thinking para realizar minhas anotações:

 Ditadura do Técnico x Ditadura do Negócio: O Duelo

Ditadura do Técnico x Ditadura do Negócio: O Duelo

Quer saber como conheci? Dá uma olhada então no post sobre o projeto #30DaysOfAgileSketch.

Aconteceu também a palestra Como Dosar Métricas de Produtos e processo em equipes que trabalham com soluções digitais, com Raphael Albino, autor do livros de Métricas Ágeis: Obtenha melhores resultados em sua equipe. Para mim, foi uma palestra bem esclarecedora. No geral, falou sobre diversas questões muito comuns do contexto ágil, destacando principalmente as OKR e o Kanban, sendo o equilíbrio entre eficácia e eficiência. Falou também sobre comportamentos necessários que um time que vive de soluções digitais devem ter:

  • Entender o problema antes de resolver.
  • Interagir com o cliente
  • Conhecer os usuários de perto
  • Escutar o que os dados de mente aberta
  • Ter um método
  • Entregar lotes pequenos.

Essa consideração leva em princípios as questões do Lean Startup tendo como base a User Experience para coletar diversas métricas.

Como Dosar Métricas de Produtos e processo em equipes que trabalham com soluções digitais

Como Dosar Métricas de Produtos e processo em equipes que trabalham com soluções digitais

Aqui no blog já falamos sobre o pensamento Lean na área de UX. Acredito que esse post vá de encontro com o que Raphael abordou.

Outra palestra que destaco do primeiro dia, foi Projeto Softam: executando projetos educacionais no interior do Amazonas utilizando práticas ágeis, defendido por Éder Franco e Lucas Gomes. Essa sessão foi simplesmente incrível, pois mostrou como é possível fazer um projeto totalmente voltado para a inclusão social utilizando os princípios ágeis em uma comunidade no interior do Amazonas, resultando em muito aprendizado para todos os envolvidos. Através desse projeto, crianças e adolescentes aprenderem a desenvolver software, entregaram valor para a comunidade criando diversos aplicativos buscando resolver problemas que eles vivenciam, entre outros. Isso simplesmente é demais! Outro ponto levantado na palestra foram as dificuldades que encontraram.

Para finalizar o primeiro dia, tivemos uma mini-sessão com Guilherme Motta e Thiago Soares falando sobre seus aprendizado referentes a guildas e comunidades práticas (CP). Destacaram os pilares de uma CP, ou seja, domínio, prática e comunidade. Ressaltaram também alguns fatores importantes para manter uma CP, tais como: livre arbítrio, horários definidos, guildas, ROI explícito, troca de experiências, baby steps, entre outros. Destacaram algumas questões sobre como disseminar o conhecimento aprendido e também falaram que o ciclo natural de uma guilda, dentro de uma CP, é morrer, dando origem a novas guildas.

Guildas e Comunidades de Práticas: Erros e aprendizados que podem te salvar!

Guildas e Comunidades de Práticas: Erros e aprendizados que podem te salvar!

DIA DOIS

No segundo dia, comecei minha jornada na palestra Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto, com  Raphael Farinazzo. No início da apresentação, ele destacou uma citação de Mike Tyson:

Todo mundo tem um plano até levar um soco na boca.

Logo em seguida, já entrou de cabeça no assunto dando diversas dicas sobre como montar um roadmap, dentre elas:

  • Ter uma visão (foco no que quer resolver)
  • Investigue o seu cliente, pergunte sobre o seu dia-a-dia e analise o ele NÃO está fazendo!
  • Não faça promessas relacionadas a prazos;
  • Procure sempre ajuda dos experts;
  • Olhe para os números e saiba explicá-los;
  • Não tenha deadlines em seu roadmap: defina-o baseado nos problemas e não na solução;
  • Não entre na guerra de features;

Sai dessa palestra com diversos insights para aplicar na FPF Tech. Em outro post conto como foi o resultado do que pretendo utilizar! Mas Diogo, o que a frase do Mike Tyson tem a ver? Não faço ideia. Pelo que entendi, sempre devemos responder a mudanças quando um produto te mostra um dado não esperado.

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Como elaborar um roadmap que não morra com seu produto

Outra apresentação que destaco nesse dia foi: O que não te contaram sobre entregar projetos ágeis no mundo real: 100 projetos, palestrado por Victor Hugo Germano, sócio da Lambda 3. Ele contou um pouco sobre o que já vivenciou dentro da Lambda 3 e seu aprendizado em cima deles. Ele passou a ideia de que devemos ter um olhar mais crítico com relação a métodos, frameworks e, até mesmo, a agilidade. Ou seja, não existe bala de prata! Cada contexto é um contexto. Adaptação é a base de tudo. A seguir algumas frases de sua apresentação:

Ágil não é um fim… é um meio!

Não acredite em formulas prontas.

A culpa nem sempre é da Cultura. Às vezes ela é sua!

Qualidade de código é uma apólice de seguro, não valor de negócio.

O que não te contaram sobre entregar projetos ágeis no mundo real: 100 projetos

O que não te contaram sobre entregar projetos ágeis no mundo real: 100 projetos

Finalizando o segundo dia, fui para o workshop Sobrevivendo ao Apocalipse Zumbi, Você Consegue?, ministrado pela Ceci Fernandes e Lucas Takeshi. Simplesmente sensacional, pois demonstrou como podemos aprender a utilizar os valores ágeis em um time de RPG. Ao final da seção, levantamos diversos pontos que nós vivenciamos em nosso dia-a-dia e nem percebemos. Desde já, deixo o convite para a Ceci Fernandes para falar um pouco mais sobre esse game.

DIA TRÊS

O último dia do evento começou com o pé direito na porta e a mão esquerda na cara! O keynote de abertura ficou na responsabilidade de Linda Cook com o tema Scale Back Your Enterprise Transformation. Foi uma palestra muito sincera e que, independente dos métodos ou framework para escalar agilidade em sua empresa, devemos sempre olhar mais para as pessoas e escutá-las. Esse é o primeiro princípio do manifesto ágil: Indivíduos e interações mais que processos e ferramentas. Não é a toa que ela é uma referência dentro da agilidade.

Scale Back Your Enterprise Transformation

Scale Back Your Enterprise Transformation

Em seguida, além de algumas palestras, tivemos também vários openspaces. Participei do tema Facilitação, puxado pelo nosso amigo Samuel Cavalcante. Muito bom poder trocar ideias com a galera sobre esse assunto. Dá pra ver que é algo que tenho muito a aprender. Foi levantado diversos pontos e situações, ficando algumas reflexões e questionamentos como:

  • Por que burocratizar o resultado de uma retrospectiva?
  • A retrospectiva é para quem? Para empresa ou para o time?
  • Qual a cadência ideal para retrospectivas?
  • Quais as melhores dinâmicas para se utilizar?

Infelizmente, a resposta para várias dessas perguntas é muito vaga: Depende do seu contexto. Quando tratamos sobre esse assunto, temos que levar em consideração diversos fatores. Não existe certo e nem errado. Portanto, experimente! ;).

Open Space Sobre Facilitação

Open Space Sobre Facilitação

Open Space Sobre Facilitação

Open Space Sobre Facilitação

A última palestra do dia ficou por conta de Luiz Rodrigues (Lula), com o tema transformação ágil: bottom-up ou top-down? Nessa seção, ele falou um pouco sobre sua trajetória. Seus erros e aprendizados. Uma situação bem interessante que ele colocou, foi quando ele trabalhou utilizando o scrum em um ambiente totalmente waterfall. O que podemos tirar de aprendizado da sua palestra foi que devemos sempre continuar estudando sobre agilidade e tentarmos aplicar em nosso cotidiano, adaptando esse aprendizado para o nosso contexto. Uma frase que destaco de sua palestra:

“Toda transformação bottom-up tem um teto (Avelino Ferreira).”

Ou seja, você sabe que alcançou esse teto quando te impedem de evoluir.

Transformação Ágil: Bottom-Up ou Top-down!

Transformação Ágil: Bottom-Up ou Top-down!

E assim encerrou-se minha jornada no Agile Brazil 2017. O evento foi simplesmente pai-d’égua. Parabéns a toda organização do evento e, principalmente,  a comunidade Ta Safo pelos seus 10 anos de existência. Minha percepção desse evento foi que a galera tem se preocupado muito com o “como fazer?” e tem esquecido do “por que fazer?”. Nunca devemos esquecer que agilidade não é um processo e sim uma cultura. Quando estamos tratando de cultura, estamos falando de pessoas!! Essa foi mensagem que eu absorvi do evento. Outro destaque vai para o happy hour!! Me fez perceber que o povo paraense é um povo muito orgulhoso de sua cultura (principalmente da sua culinária).

Nesse evento, algo que achei interessante foi a presença de diversas áreas e não apenas a área de desenvolvimento. Muito bom saber que outras áreas tão querendo saber mais o que é agilidade.

DICA: A próxima edição vai ser em Campinas. Vamos?

Grande Abraço,

Showing 5 comments
  • Lucas Gomes
    Responder

    Evento simplesmente sensacional!

  • Ceci Fernandes
    Responder

    Vou topar esse convite de escrever sobre Sobrevivendo ao Apocalipse Zumbi com agilidade, hein?! Só preciso de um tempinho pra publicar o material antes. 😉

    Prazer em (finalmente) conhecê-lo!

  • Luciana
    Responder

    Que relato legal.

    Fui ao evento também.
    Destaco workshop da Ana (Dbserver) – jogo para aplicar BDD.

    A palestra da Joana do “lá de casa” foi sensacional. O que ela aprendeu nestes últimos anos com a Amazônia.

    Linda Cook arrasou. N pode estar presente mas a tramissao ao vivo funcionou muito bem.

    Palestra de roadmap muito legal!!

    Evento com organização perfeita!

    Povo do para 100%. Adorei a terrinha!!!

    • Jana Pereira
      Responder

      Teve transmissão ao vivo? Não vi 🙁

  • Ana
    Responder

    Realmente teve muito assunto interessante, o triste foi ter que escolher. Gostei muito dos depoimentos da Ana Nery Alves (sobre Gamification) e do Leandro Mattoso (Saindo do caos), e também do workshop do pessoal da Target Teal sobre cultura (que não se faz com frase na parede).

    (E obrigada à Luciana pelo destaque ;-))

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