Trabalhando com personas dentro do contexto ágil

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E aí, pessoal!

O assunto dessa semana é sobre algo de muito valor para qualquer projeto, produto ou serviço em que trabalhamos. Vamos falar dos nossos queridos usuários! Considerando que é um universo bem amplo, nesse post vou focar no tema personas.

Mas o que são personas? Para facilitar o entendimento, vou utilizar uma definição que vi no curso de UX e Usabilidade na web da caelum, que acho bem interessante:

São modelos descritivos de usuários criados de dados de pesquisas que nos fornecem uma forma de entender como os usuários se comportam, como eles pensam, o que eles desejam e por que.

Ou seja, é a transformação de todos aqueles dados que você conseguiu, através da sua pesquisa de campo, em um personagem fictício que representa o seu usuário final. Baseado nele, você vai obter respostas para diversas dúvidas que aparecerão no decorrer do desenvolvimento de sua solução.

Deixa sempre visível, para o time, quem são suas personas. Colem na parede para o time nunca se esquecer delas :).
Exemplo de Persona | Fonte: Chocoladesign

Exemplo de Persona | Fonte: Chocoladesign

Porém, ao pensarmos em montar uma persona pelo jeito mais tradicional, temos que considerar dois fatores importantíssimos como tempo e dinheiro! (E quem tem isso hoje em dia?). Imagina, disponibilizar uma equipe especialista para entrevistar diversas pessoas, tabular todos esses dados, identificar o dia-a-dia dos seus usuários, mapear as variáveis, entre outros. Trabalhoso, não?

Por isso, vou falar um pouco sobre como costumo fazer em ambientes ágeis. Você já ouviu falar de proto-personas? Gosto de pensar nelas como “mini-personas” baseadas em uma pesquisa exploratória com as pessoas mais próximas que você conhece e que, de certa forma, se encaixam no objetivo do projeto.

Por exemplo, você tem um produto que atende um público-alvo que assiste novela. Então você começa a perguntar do seu time ou das pessoas envolvidas, quem eles conhecem que assistem novela? Daí vão surgir algumas características e você começa a agrupar isso por semelhança. (ex.: a mãe de quatro pessoas do time assistem novelas, logo um possível perfil são mulheres). E assim, você vai extraindo informações como comportamentos, informações demográficas, necessidades e objetivos sobre essa proto-persona.

Exemplo de proto-persona | Fonte: Caelum

Exemplo de proto-persona | Fonte: Caelum

Outras formas de conseguir mais informações, é dar uma navegada nos comentários de sites especializados no nicho de sua solução. Por exemplo, se sua solução é voltada para mercado financeiro, verifique os comentários das pessoas mais participativas, você conseguirá extrair informações valiosas para identificar algumas características. Há também os bons e velhos questionários online, onde você pode conseguir informações bem mais ricas fazendo as perguntas certas. É bastante útil no decorrer de uma sprint.

Mas, não se enganem! A melhor forma ainda é um bom bate-papo cara-a-cara. Isso tudo é possível fazer no contexto ágil, ainda mais se todos ou a grande parte do time estiver engajado. É um ótimo desafio! 🙂

Quando fazer isso?

No mundo ideal, é interessante que isso aconteça na sprint zero. Aquele momento onde o time ainda está entendendo os requisitos, as tecnologias. Mas, a vida não é esse teu toddynho gelado não, garotinho. Recomendo fortemente realizar esse processo a cada duas ou três sprints (quando necessário). Fazer isso o quanto antes é essencial, pois vai ajudar a guiar o seu time.

- Depois que montou a proto-persona, valide sempre! Lembrem-se, se for pra errar, é melhor descobrir logo e não no final do projeto #LeanUX;
- Crie pelo menos duas personas para a sua solução; 
- Trabalhe com faixas etárias espaçosas, o resultando costuma ser bem diferente;

Quando trabalhamos com personas, estamos tratando diretamente de design centrado no usuário (DCU), ou seja, devemos ter em mente que o real objetivo é entregar valor para o usuário (Lembrem-se: No ágil, simplicidade é tudo!) e não um monte de funcionalidade que quase ninguém vai usar. Para isso acontecer, é preciso que todo o time entenda as características, necessidades e o contexto de seus usuários.

Para concluir, destaco alguns pontos dos benefícios de se trabalhar com personas (ou proto-personas): o time cria empatia com o seus usários, auxiliam nas tomadas decisões, são  usadas para ajudar e auxiliar todo o processo de construção e desenvolvimento do produto, permitem que iterações de design sejam feitas de modo mais rápido e barato, entre muitos outros! 🙂

Em outro momento vou focar mais em algumas técnicas.

E aí, já teve alguma experiência com personas? Fala mais para a gente nos comentários!

Grande Abraço

Para saber mais sobre personas, recomendo o livro de Design Thinking - Inovação em Negócio da editora MJV e o post da Caelum sobre proto-personas.

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