Pensamentos sobre o MVP.

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E aí, galera.

No decorrer da semana passada, eu estava pensando sobre qual seria o próximo post e simplesmente não tinha ideia sobre o que escrever. Foi então que li um post chamado The MVP is dead. Long live the RAT e achei bem interessante as críticas ao MVP (Minimum Viable Product) que são apresentadas lá. Recomendo muito a leitura.

Quando comecei a participar de inceptions para a criação do MVP, achei uma abordagem muito interessante, pois um de seus objetivos é conhecer o problema, seus usuários e entender contextos antes de pensarmos numa solução. Ora, isso é muito comum no Design Thinking.

Quer saber mais sobre o MVP? Recomendo a leitura do livro Direto ao Ponto - Criando Produtos de Forma Enxuta e também o post #AssuntoParaHappyHour - MVP.

Entretanto, depois de participar algumas sessões tanto como membro do time e facilitador, notei alguns aspectos que podem ser revistos. Por exemplo, uma das principais dificuldades que identifico é no que diz respeito ao usuário. Muitos participantes têm dificuldade em conseguir criar uma persona, justamente por não ter um conhecimento prévio sobre o usuário. Como já falei em outros posts, ir a campo é essencial! Observar e pesquisar sobre seus usuários faz com que você tenha mais informações sobre ele, ajudando-o a pensar numa solução mais adequada para o problema.

Recentemente, participei de alguns projetos onde o conceito de MVP acabou se perdendo, devido a complexidade. Claro que houve também outros fatores que não cabem nesse momento. Na minha visão, quando pensamos nesse assunto, temos que ter em mente que a simplicidade é algo extremamente necessário, pois validar o que foi levantando durante todo o processo de inception é crucial para o sucesso do projeto.

No post que eu recomendei, é citado o exemplo do google glass, onde foi criado um protótipo para ser validado em apenas um dia. Independente do resultado, a ideia por detrás disso é entender, de fato, a viabilidade do produto.

Atualmente, analisando esses projetos que participei, penso que teria sido necessário adicionar como parte do processo de inception essa questão da validação dessas informações. Acredito que isso possa ser feito durante o planejamento das ondas do MVP. Como diz Paulo Caroli em seu livro:

Basicamente, você não quer desperdiçar tempo, dinheiro e esforço construindo um produto que não vai atender às suas expectativas.

Para finalizar esse post, coloco aqui a resposta do Rafa Jagua quando fiz uma pergunta sobre o que ele achava do Minimum Loveable Product (MLP):

Para mim, tudo mimimi de siglas 😛

Ora, faz todo o sentido! Independente do processo que é utilizado, não podemos deixar para trás o verdadeiro sentido disso tudo: entregar valor para os nossos clientes e, consequentemente, seus usuários. Portanto, procure sempre validar as informações supostas que você gerou durante esse processo para viabilizar o negócio 🙂 .

Esses foram alguns pensamentos que tive com relação ao assunto. Um grande abraço!

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