360 View Em Sua Organização.

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E aí, galera.

Hoje em dia, muito se fala sobre transformações nas empresas (seja ela ágil ou digital) e o quanto elas são importantes para a sobrevivência do negócio. Obviamente estamos tratando aqui de cultura e mudar isso não é algo que acontece da noite para o dia. Então como podemos começar?

Hoje vou falar de uma adaptação que fiz de uma ferramenta chamada 360º view. Conheci essa ferramenta em um curso que fiz com o pessoal da Caelum. Desde já, fica aqui o meu agradecimento ao Marco Bruno por ter mostrado. Valeu!

Então, vocês já ouviram falar sobre o triângulo de ouro?

Triângulo de Ouro de Keeley | Fonte: Cooper

Triângulo de Ouro de Keeley | Fonte: Cooper

Também conhecido como triângulo de Keeley, é uma excelente forma para entender melhor suas features dentro do seu negócio, pois ajuda a alinhar o retorno do investimento e o objetivo do produto/projeto/serviço. Funciona de um jeito muito simples, o que tem valor fica dentro do triângulo e o que não tem, fica fora. E sim, é possível adaptar para inúmeras situações.

Baseado nesse triângulo, Nelson Vasconcelos apresentou uma adaptação dessa técnica para a área de User Experience.

360 View | Fonte: Caelum

360 View | Fonte: Caelum

Quando conheci essa técnica, minha cabeça simplesmente explodiu. Uma ferramenta visual incrível para facilitar e identificar o valor das coisas. Além do mais, nas minhas leituras sobre design thinking, já encontrei uma imagem muito semelhante que fala também sobre como chegar ao verdadeiro valor de negócio.

Antes de entrar no passo-a-passo, preciso contextualizar a situação. Tinha o seguinte cenário: Estava ocorrendo um processo de transformação bem interessante, ou seja, um ambiente colaborativo em constante descobertas devido a fatores externos, tais como: rotatividade dos colaboradores, falta de alinhamento dos objetivos, entre outros.

Como Funciona?

Conversando com vários colegas, eu defini o seguinte plano:

  • Primeiro – entender o pensamento das pessoas em relação ao cenário (o que as incomodava e por que?).
  • Segundo – utilizar uma adaptação do 360º view para ter um norte por onde começar.

Para realizar o primeiro passo, comecei de um jeito bem simples. Peguei uma caixa, deixei umas perguntas para nortear as respostas e coloquei em um lugar onde boa parte das pessoas passavam.

Caixa de Sugestão

Caixa de Sugestão

Após duas semanas, nós tinhamos respostas suficientes para começar a falar sobre. Reuni com alguns stakeholders fundamentais e começamos a ler resposta por resposta.

Adaptação do 360 View

Adaptação do 360 View

numero-1

Desenhei três círculos e, junto com esses stakeholders, definimos as áreas que faziam mais sentido em nosso cenário naquele momento. Ou seja: Cultura, ambiente e autonomia/desburocratização.

numero-2

Conforme as respostas eram lidas, levantava a discussão entre os stakeholders e colocávamos em um dos círculos. O que não fazia sentido nesses três aspectos, fica de fora. Ou seja, esse item não está alinhado com os propósitos definidos.

Quando o item faz sentido para mais de um propósito, ele fica na interseção dos círculos referentes.

Os itens com mais valor ficam no meio dos três círculos.

numero-3

Para cada item discutido, foram levantadas ações e priorizadas de acordo com sua posição no canvas.

Como vocês puderam perceber, essa técnica é extremamente simples e fácil de aplicar. Nesse contexto, outro grande benefício é dar visibilidade do que está incomodando.  Esse foi meu primeiro experimento utilizando essa técnica a nivel organizacional e tive grandes aprendizados.

Os principais pontos de melhoria que identifiquei foram:

  • Deixar claro o propósito da caixa para quem for responder.
  • Envolver mais pessoas chaves para a discussão e elaboração das possíveis ações.

Para finalizar o post, gostaria de deixar aqui os meus agradecimentos a todos que me ajudaram nessa empreitada!!

O que acharam? Já utilizaram algo semelhante? Como posso melhorar essa aplicação? 🙂

Grande Abraço,

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