Design Thinking e o Mundo Ágil – Parte 2: Abordando a Relação

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E aí, galera.

Hoje vou dar continuidade ao tema. Na parte 1, busquei explicar de um jeito simples o conceito do Design Thinking e suas etapas. Finalizei o post destacando alguns pontos e deixei a seguinte pergunta no ar: “E o que isso tudo tem a ver com o mundo ágil?”

Primeiramente, é perceptível que o Design Thinking (DT) está perfeitamente alinhado com o manifesto ágil. Seu aspecto colaborativo nos mostra que a participação de todos os stakeholders nas etapas iniciais do projeto trazem grandes benefícios para todos, principalmente para o cliente. Apenas esse fator, já abrange três dos quatros valores encontrados no mindset ágil.

Ressalto que essas etapas não precisam ser feitas apenas no início do projeto. Assim como o Scrum, o DT também funciona como um framework, podendo ser adaptado de acordo com suas necessidades no decorrer do projeto. Entretanto, é preciso respeitar suas premissas, ou seja, não deixar de lado o aspecto colaborativo e nem os usuários e seus contextos.   

Ficou claro também que o DT é uma excelente forma de levantar requisitos totalmente voltados para as necessidades dos usuários, podendo trazer resultados bem interessantes, como a maior adesão do seu projeto pelo seu público-alvo e, consequentemente, possibilitando o retorno de investimento mais rapidamente para o cliente.

Porém, para conseguir identificar as necessidades do usuário, é importante que o time tenha consciência que isso não é apenas “coisa de designer”, ou seja, seu aspecto multidisciplinar é primordial para o seu sucesso, fazendo refletir apenas a essência do Design. Tennyson Pinheiro e Luis Alt, autores do livro Design Thinking Brasil, deixam essa ideia bem clara ao fazer a seguinte afirmação:

Ele pega emprestado do Design o olhar necessário para criar coisas melhores para as pessoas.

Outro ponto que destaco é que sua aplicação dentro do contexto ágil resulta numa vertente chamada Agile UX, ou seja, a utilização dos princípios do Design Thinking e Lean UX dentro da sprint do Scrum, mas irei abordar melhor esse assunto no blog em breve.

O último ponto que percebo é a sua relação com o Visual Thinking, ou seja, conseguir estruturar ideias de forma visual. Algumas técnicas utilizadas no DT, evidenciam bastante essa questão (business model canvas e mapa de empatia, por exemplo), servindo de inspiração para as técnicas de facilitações em cerimônias importantes, como a Sprint Retrospective e, até mesmo, a Sprint Zero (ou Pré-Game) do Scrum por exemplo.

Portanto, podemos verificar que a relação entre o mundo ágil e o Design Thinking é bem mais próxima do que parece, tendo como fator essencial a colaboração e a multidisciplinaridade, podendo trazer resultados muito bons para todos os lados. Outro ponto interessante é que por possuir essas características, todos os envolvidos sentem-se mais responsáveis pelo projeto, sendo uma excelente forma de aumentar o engajamento do time e até mesmo o cliente.

Então, que tal experimentar esse conceito nos próximos projetos? Seria possível no dia-a-dia de vocês? O que acham?

Até a próxima, galera!

Abraço.

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